a partir daí a nossa amizade sempre foi em função dos outros, ambos sabíamos que gostávamos muito um do outro, mas a desculpa era "os outros começam logo a pensar coisas". ultrapassámos isso, e todas as bocas fortaleceram esta amizade. houve uma altura em que te comecei a chamar de melhor amigo. todas as semanas, quando te via, era o ponto alto da semana, e estava sempre à espera daquele abraço (de que tenho imensas saudades :$). quando estava com algumas ideias trocadas ajudaste-me a esclarecê-las, sempre gozando comigo pelo meio, mas nessa altura foi benéfico. mas depois fomo-nos afastando, não porque quisemos mas fisicamente. andaste sempre naquela indecisão, e acabaste por optar por aquele que foi, na minha opinião, o caminho errado. ainda assim, disse-te que isso não interferiria, continuaríamos a ter aquela cena especial que só nós sabemos. mas depois as conversas tornaram-se monótonas. à falta de conversa lá vinha o gozo habitual (sempre sobre a mesma coisa) e sinceramente arrependo-me de te ter contado isso! hoje as chamadas chegam (quando chegam) a horas indecentes. quando estivemos juntos queria ter-te abraçado, mas por questões físicas não pude, mas esperei que não sei, fosse diferente. esperava-te igual à uns meses atrás, quando eras aquela pessoa original e que não tinha vergonha de nada. mas não, agora não tens vergonha daquelas coisas ridículas que fazes com os teus amigos, mas tens vergonha de ter uma conversa comigo, ou de me dar um abraço, porque tens medo "que os outros pensem coisas"? por amor de Deus, não são os outros, és tu! tenho pena que a influência vença a tua originalidade, a sério que tenho. porque quando és tu mesmo, és uma pessoa extraordinária, melhor amigo!?
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